Professores e Pesquisadores em Política Educacional no Estado de São Paulo

Colóquio Reorganização em Debate: as políticas educacionais e os movimentos de resistência

coloquio1A primeira ação da Rede Escola Pública e Universidade foi a realização do Colóquio Reorganização em debate: as políticas educacionais e os movimentos de resistência no dia 16 de abril de 2016, que contou com a participação de representantes do Ministério Público e da SSE-SP, além de pesquisadores e especialistas em políticas educacionais, organizações da sociedade civil, pais e mães de alunos, estudantes e professores.

Nessa ocasião, foi possível colocar em diálogo as diferentes vozes acerca do processo de reorganização, bem como ouvir especialistas em Educação que apresentaram dados variados, possibilitando um balanço sobre a experiência de reorganização implantada 20 anos antes, em 1996, sobre o Saresp e sua interface com as políticas educacionais e sobre a situação da gestão democrática na rede estadual. Chamou-nos especial atenção no evento os diversos relatos sobre as violências vivenciadas por professores e alunos no processo de ocupação às escolas e nos protestos de rua, também denúncias sobre os modos sutis com que certo tipo de reorganização da rede estaria sendo conduzida em 2016.

coloquio2A própria Rede Escola Pública e Universidade distribuiu e apresentou, no referido Colóquio, um documento preliminar de diagnóstico sobre a movimentação de escolas e matrículas entre 2015 e 2016, apontando um aumento do número de alunos e uma diminuição do número de classes no referido período, o que poderia indicar um processo de recrudescimento da lotação de turmas. O documento apresenta dados demográficos e de atendimento escolar, e demonstra que as tendências populacionais, o fluxo escolar e a migração inter-redes não indicam de modo consistente uma tendência à redução da demanda educativa, ao que se soma o estoque de pessoas com baixa escolaridade a serem atendidas pela modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Ao final questionávamos: “como se explica a redução do número de salas em 2016, sem que tenha ocorrido expressiva redução nas matrículas?”

Clique aqui para ver o documento informativo do Colóquio

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